Abstract
O artigo explora o potencial analítico da categoria geração para os estudos dos movimentos sociais e propõe compreendê-los como arenas de coexistência geracional. Em diálogo com Mannheim e teorias da ação coletiva, examina como gerações políticas coexistentes recebem e reelaboram frames, repertórios e heranças. A partir de pesquisa qualitativa sobre as lutas pelo direito à saúde no Brasil, identifica três configurações geracionais e mostra que continuidades, conflitos e ressignificações revelam uma dimensão histórico-temporal da agência e ajudam a explicar a transformação da luta sem ruptura necessária com seus legados.