Abstract
Os Povos Indígenas Isolados da Amazônia vivem sob pressão crescente. Localizá-los e defender seus territórios depende de expedições caras e arriscadas e de decisões de gestão que raramente contam com evidência espacial. Um Índice de Risco a Povos Indígenas Isolados (IRPII) reúne quinze vetores de pressão territorial, sintetizados por Análise de Principais Componentes, e pergunta se a gestão de áreas protegidas pode conter a ameaça. Um modelo espacial autorregressivo combinado (SAC) mede a relação entre o IRPII e atributos de gestão de Unidades de Conservação (UC). O que protege não é a categoria da Unidade de Conservação, mas a qualidade da gestão e a sobreposição com Terras Indígenas. A alocação de recursos é reativa, só as UCs mais ameaçadas são apoiadas. A modelagem espacial instrumentaliza a gestão de áreas protegidas e confere base empírica à política indigenista brasileira.