Abstract
Este estudo analisa o desempenho econômico-financeiro das operadoras de planos de saúde brasileiras entre 2007 e 2024 e verifica diferenças entre anos, períodos e modalidades organizacionais. A pesquisa é quantitativa, documental, descritiva e inferencial e utiliza demonstrações contábeis anuais divulgadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Após a seleção e o tratamento dos dados, a amostra reuniu 1.093 operadoras e 11.383 observações operadora-ano. Foram calculados dez indicadores de liquidez, endividamento, lucratividade, rentabilidade e atividade. A análise incluiu estatísticas descritivas, médias anuais e por modalidade, ANOVA de Welch e pós-teste de Games– Howell. Os resultados revelam perfis distintos: as Autogestões combinaram maior liquidez e menor dívida líquida; as Cooperativas Médicas apresentaram maior rentabilidade; e as Filantrópicas reuniram margem EBITDA elevada, retorno sobre o patrimônio líquido negativo, menor liquidez e prazo de pagamento prolongado. A Medicina de Grupo registrou o maior giro do ativo, sem liderança na margem líquida, enquanto as Seguradoras apresentaram o menor prazo de recebimento. Temporalmente, a melhora da lucratividade e da rentabilidade em 2020 foi seguida por deterioração em 2021 e 2022 e recuperação parcial em 2023 e 2024. As diferenças significativas entre modalidades, anos e períodos mostram que resultados favoráveis em uma dimensão não asseguram desempenho equivalente nas demais. Conclui-se que a sustentabilidade econômico-financeira das operadoras requer avaliação conjunta dos indicadores. O estudo integra cinco dimensões em uma série histórica extensa e oferece subsídios a gestores, reguladores e demais participantes do setor.