Abstract
Este artigo propõe uma reflexão crítica acerca da relação entre morte, humor e ironia a partir da análise do discurso de uma campanha educativa de trânsito sobre o perigo de misturar álcool e direção. Para tanto, são tomadas como materialidades discursivas peças de comunicação (outdoors) sobre a temática dessa campanha. Como arcabouço teórico norteador, tem-se a Análise do Discurso francesa, de vertente pecheutiana, somada ao referencial dos dispositivos analíticos. Embora a campanha de trânsito tenha trazido uma proposta diferenciada ao associar morte e humor para chamar a atenção dos condutores no sentido de evitar acidentes, a análise do material coletado demonstrou, entre outros aspectos, ser a morte banalizada pela propaganda, assim como haver um reforço à reprodução da cultura de negativação da morte na sociedade contemporânea.