Abstract
Este artigo propõe um novo olhar, mais realista e menos político, sobre as teorias da conspiração. Desconstruindo certos mitos, ele convida a um questionamento tanto da modernidade como de nossa racionalidade à luz dessas teorias. Trata-se de analisar, sem pretensões ou falsa modéstia, as lógicas próprias do discurso conspiratório, de enfatizar seus limites, destacar nele o impensável em termos de razão moderna e de suas exigências. Segue-se daí que o objetivo do artigo é esclarecer o papel e as funções que esse tipo de discurso preenche no seio do espaço social e político. O percurso realizado provavelmente auxiliará a criar ferramentas úteis tanto para compreender essas produções do espírito – cuja força de persuasão não é negligenciável – quanto para responder a elas. Pelo menos, este é nosso desafio.