Abstract
A análise apresentada neste artigo buscou apoio em registros de interações deliberativas entre magistrados, em tribunal brasileiro de Segunda Instância. O objetivo proposto visa a perscrutar, por meio do banco de dados TRIBUNAL, a maneira como o acordo se constrói em situação de deliberação em contexto institucional de teor polêmico. Desse modo, e com amparo em leituras de autores que se debruçam sobre a argumentação em situação de interação (PLANTIN, 1990, 1996, 2016; ANGENOT, 2008 etc.), a análise aqui inscrita evidencia que ‘concordar com’ não significa, forçosamente, ‘aderir a’ uma tese. Em alguns contextos, como o território jurídico, o acordo pode-se dar simplesmente para que se mantenha o alinhamento de um grupo.