Abstract
Este artigo buscou analisar as técnicas argumentativas do filme Deus Não Está Morto (2014), realizado pela empresa Pure Flix Entertaiment, responsável por produções cinematográficas com temáticas cristãs e intuitos evangelizadores. O enredo gira em torno da personagem Josh Wheaton, calouro de uma universidade, que entra em um conflito ideológico com seu professor de filosofia, Jeffery Raddison. Este nega a existência de Deus e impinge sua convicção aos alunos, mas Josh se recusa a aceitá-la e se propõe a provar o contrário, em apenas três seminários. Evidenciamos como as técnicas de argumentação mobilizadas contribuem para a construção de um fazer-persuasivo sustentado pelo objetivo de levar a crer no Cristianismo, sobretudo, por intimidação. Nosso aparato teórico consistiu, principalmente, no livro Argumentação, de José Luiz Fiorin, que nos explica as diversas possibilidades argumentativas, além da semiótica narrativa e discursiva, cuja teoria nos ajudou a detectar as manipulações presentes no filme.