Abstract
Este artigo tem como objetivo analisar as representações dos países envolvidos nas Guerras do Irã-Iraque e do Golfo pelos jornais brasileiros. Para isso, serão analisadas as manchetes de capa e excertos de seus respectivos textos do primeiro dia de ambos os conflitos nos impressos Folha de S.Paulo, O Globo e O Estado de S.Paulo, tendo como fundamentação alguns conceitos acerca do enquadramento, das modalidades argumentativas – principalmente em relação à questão dos pontos de vista e ao efeito do pathos na constituição das representações nas manchetes. Com disso, parte-se da hipótese da configuração da imagem de “vilão” ou “vítima” por meio dos enquadramentos midiáticos, que podem ser reconfigurados de acordo com o andamento do contexto das guerras.