Abstract
Este ensaio teórico analisa os supostos conceituais e políticos da matriz FOFA (Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças) como metodologia de avaliação institucional. Em uma pesquisa empírica maior, partimos do contexto de introdução dessa matriz nas escolas públicas cariocas para, depois, aprofundar-nos nos aspectos conceituais e metodológicos que, do ponto de vista das teorias organizacionais, do planejamento e, sobretudo, da avaliação institucional, atingem a sua pertinência e coerência educacional. Como resultado, destacamos a invisibilização da identificação dos diferentes atores e dos seus lugares institucionais, incluindo uma cisão inapropriada entre os ambientes e atores internos e externos nas escolas, contrariando o caráter público e pedagógico dessas organizações.