Abstract
O estudo analisa as percepções dos actores institucionais do ISCED-Benguela sobre o processo de avaliação de cursos, considerando três dimensões: a organização e execução do processo avaliativo, a utilização dos resultados para a tomada de decisão e a cultura de qualidade institucional, incluindo os constrangimentos e as intervenções consideradas necessárias ao seu fortalecimento. Adoptou-se uma abordagem metodológica mista, combinando análise estatística descritiva e análise de conteúdo, através de um questionário com itens em escala Likert de cinco pontos e questões abertas, aplicado a 21 actores seleccionados de uma população de 49, entre docentes das comissões de auto-avaliação e gestores. Os resultados sintetizam percepções globalmente favoráveis nas três dimensões analisadas, com médias de 3.95 na organização e execução, 3.83 na utilização dos resultados e 4.10 na cultura de qualidade, sendo a discussão dos resultados pela comunidade académica o aspecto mais frágil. Os dados qualitativos evidenciam constrangimentos relacionados com o acesso a evidências documentais, o envolvimento desigual dos actores e as limitações logísticas e financeiras. Conclui-se que o ISCED-Benguela apresenta sinais de implantação de uma cultura avaliativa, mas enfrenta o desafio de transformar a avaliação de um mecanismo de conformidade num processo institucionalizado de aprendizagem e melhoria contínua.