Abstract
A pesquisa adotou uma abordagem qualiquantitativa ancorada em entrevistas narrativas realizadas com 53 estudantes do Ensino Médio, sendo 25 da Turma Regular (TR) e 28 da Turma Militar (TM), realizadas em uma escola pública Federal da cidade de Belém, no Estado do Pará. Os relatos foram anônimos. A análise interpretativa dos relatos apoia-se em referenciais críticos e na produção de evidências empíricas de campo, organizando os achados a partir de três eixos analíticos desdobrados em movimentos específicos (incluindo a categoria "Destaques" para contemplar singularidades e divergências):Eixo 1: Relação entre os conhecimentos escolares e a vida; Eixo 2: Relação entre tempo de lazer e tempo de estudo; Eixo 3: Relação entre práticas docentes, currículo e juventudes. O estudo evidencia que as representações dos estudantes sobre currículo e docência são atravessadas por disputas simbólicas e contradições estruturais. A experiência escolar ganha sentido positivo quando a mediação pedagógica reconhece as identidades e vivências juvenis, integrando conhecimento científico, reflexão crítica e vida cotidiana. No contexto das reformas do Ensino Médio, os achados reforçam a urgência de a escola superar a mera padronização disciplinar e abrir espaço para a escuta das múltiplas vozes juvenis, promovendo uma formação verdadeiramente humana, plural e emancipatória.