Abstract
Este artigo teórico apresenta a Comunicação para a Mudança Social como aporte teórico e metodológico capaz de contribuir com os estudos das Geografias da Comunicação. Parte da crítica latino-americana às teorias do desenvolvimento e discute a emergência de modelos participativos orientados por práticas comunitárias, diálogo e produção localizada de sentidos. Recupera fundamentos conceituais, principais autores e debates do campo, destacando como essa abordagem reposiciona a comunicação como experiência vinculada às dinâmicas territoriais e à busca por espaços mais justos. Argumenta que sua incorporação às Geografias da Comunicação contribui para diversificar referências, ampliar perspectivas analíticas e fortalecer metodologias que consideram o cotidiano, o lugar e as redes comunitárias como elementos estruturantes da produção do espaço.