Abstract
RESUMO
O presente estudo insere-se no campo da neuropsicologia clínica e tem como objetivo analisar o comprometimento das funções executivas e da cognição social em pessoas com esquizofrenia, destacando suas implicações para o funcionamento social e a qualidade de vida. Parte-se da compreensão de que os déficits cognitivos constituem uma dimensão relevante do transtorno e podem contribuir para desfechos funcionais desfavoráveis. O problema de pesquisa consiste em compreender de que maneira as funções executivas e a cognição social se relacionam e influenciam o funcionamento social e a funcionalidade cotidiana desses indivíduos. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de natureza qualitativa, orientada pelas recomendações de relato do PRISMA. A busca sistematizada considerou publicações de 2000 a 2025, e o corpus principal reuniu 84 estudos. Os resultados indicam associações consistentes entre déficits executivos, especialmente em controle inibitório e flexibilidade cognitiva, prejuízos em cognição social e dificuldades de funcionamento social. A síntese também sugere que a cognição social pode mediar parte da relação entre a neurocognição e os desfechos funcionais. Conclui-se que intervenções integradas, articulando remediação cognitiva, cognição social e reabilitação psicossocial, podem contribuir para a autonomia e a participação social.
Palavras-chave: Esquizofrenia, Neuropsicologia, Funções executivas, Cognição social, Reabilitação cognitiva.