Abstract
O presente artigo aborda a teoria das Comunidades de Prática, a partir de publicações acadêmicas e científicas que versam sobre a formação de Professores que ensinam Ciências e Matemática. A análise fundamenta-se na concepção teórica de Comunidades de Prática de Etienne Wenger, e tem como objetivo analisar publicações científicas, produzidas no Brasil, entre 2013 e 2019, que empregam essa teoria “Comunidades de Prática” como embasamento teórico para a construção dos processos formativos docentes no Ensino de Ciências e Matemática. Nesse sentido buscamos responder à seguinte questão: De que forma a teoria de Comunidades de Prática tem sido utilizada nas pesquisas sobre a formação de Professores que ensinam Ciências e Matemática? Trata-se de um estudo qualitativo bibliográfico, analítico e sistemático, no qual foram avaliados cinco artigos científicos encontrados no período supramencionado e que versam sobre a temática e objetivos propostos. Evidenciamos que os pesquisadores buscam, em espaços de formação inicial e continuada, a constituição e utilização da teoria de Comunidade de Prática em atividades docente, na perspectiva dos conceitos defendidos e registrados por Lave e Wenger. As pesquisas, apontam que a teoria de Comunidades de Prática pode favorecer o desenvolvimento de atividades coletivas, novos arranjos, reflexões, compartilhamento, identidade, inovação, vínculos e engajamento dos/as professores/as em espaços educativos, superando a resistência às práticas pedagógicas significativas e promover mudanças profundas que possibilitem o afastamento do modelo fordista de ensinar e aprender.