Abstract
A consideração das ações atmosféricas no dimensionamento de estruturas geotécnicas tais como taludes, aterros, barragens de aterro e fundações, justifica-se quando as deformações devidas a ciclos de molhagem e secagem (ciclos de sucção) ultrapassam valores que podem comprometer a funcionalidade destas estruturas. Para o cálculo das deformações devidas às ações atmosféricas é necessário, primeiro, quantificar essas ações no solo, tarefa onde se tem que considerar as ações atmosféricas e as características hidráulicas do solo para o seu grau de saturação e, segundo, recorrer a modelos constitutivos para solos parcialmente saturados pois a sucção tem que ser incluída como variável de estado. Como exemplo descrevem-se alguns casos estudados no IST, depois de se apresentar alguns casos que justificam a consideração das ações atmos féricas na sua análise.