Abstract
As metodologias ativas têm se estabelecido como estratégias em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais no âmbito da expansão e interiorização do ensino superior em saúde no Brasil, pois fomentam uma formação crítica, reflexiva e integrada à realidade social. Compreender como docentes e discentes percebem essas metodologias é essencial para avaliar sua consolidação no processo formativo, de acordo com a Teoria das Representações Sociais. O objetivo deste estudo foi comparar as representações sociais de professores e alunos do Curso de Medicina em relação às metodologias ativas em uma Instituição de Ensino Superior privada localizada no interior da Bahia. Trata-se de uma pesquisa de campo com abordagem mista e natureza descritiva, exploratória e comparativa. Participaram 73 indivíduos (23 professores e 50 alunos), por meio de questionário estruturado e semiestruturado. A estatística descritiva foi utilizada para analisar os dados quantitativos, enquanto a análise temática de conteúdo foi empregada para os dados qualitativos. Notou-se uma alta concordância entre os grupos em relação ao reconhecimento das metodologias ativas como uma abordagem distinta que promove o ensino-aprendizagem, o aprendizado contínuo e a interação pedagógica. Quatro categorias principais surgiram: protagonismo e autonomia do aluno; aprendizado relevante e integração entre teoria e prática; fortalecimento da relação entre professor e aluno; e dificuldades na implementação, como excesso de trabalho e necessidade de alinhamento institucional. Infere-se que as representações sociais, organizadas em torno do protagonismo, da contextualização do conhecimento e da mediação docente, estão se aproximando. Isso aponta para uma consolidação simbólica da proposta no contexto estudado.