Abstract
Esta revisão de escopo teve como objetivo identificar e caracterizar evidências que tenham utilizado narrativas pessoais ou métodos congêneres na área da saúde, compreendendo-os como práticas comunicacionais e dispositivos de produção de sentidos no cuidado. Utilizou-se a estratégia (("Health Services") OR ("Health Personnel")) AND (("Life-writing") OR ("Escrevivência") OR ("Personal Narrative")), sem restrição de ano ou idioma. Foram identificadas 2.568 evidências, resultando em 15 artigos após análise. O método de narrativa pessoal predominou (60,0%), seguido por relato de experiências (15,0%), escrevivência (13,3%) e fotovoz (6,7%). A entrevista foi a principal ferramenta (60,0%), sendo mais envolvidos profissionais de psicologia (40,0%), enfermagem (33,3%) e medicina (33,3%). Os resultados indicam que, embora ainda pouco exploradas na literatura em saúde, as metodologias narrativas desempenham papel relevante na comunicação em saúde, ao promoverem escuta, diálogo e compreensão ampliada das experiências de cuidado sob múltiplas perspectivas.