Abstract
Este artigo analisa as representações sociais da covid-19 construídas por jovens de 18 a 24 anos. O estudo investigou as dimensões das representações sociais (informação, atitude e imagem) sobre a pandemia, elaboradas por esse grupo, bem como o impacto dessas representações em seu cotidiano. Para tanto, foram conduzidos quatro grupos focais em Belém com jovens de perfis socioeconômicos (estudantes de universidades públicas e privadas) e filiações religiosas (católicos e evangélicos) diversos. Os debates revelaram um núcleo representacional intensamente negativo, marcado por medo, tristeza e incerteza, alimentado por perdas pessoais e pela cobertura midiática alarmista. A televisão emergiu como a fonte mais confiável de informações sobre a pandemia, enquanto as redes sociais foram vistas como polos de desinformação. Por outro lado, o excesso de informações, muitas vezes imprecisas ou até mesmo falsas, desencadeou o fenômeno chamado de “evitação de notícias”.