Abstract
O artigo investiga a reconfiguração da Indústria Cultural no capitalismo de plataforma, problematizando como a mediação algorítmica intensifica mecanismos de dominação simbólica identificados pela Teoria Crítica. Adota metodologia teórico-analítica, articulando Teoria Crítica e Economia Política da Comunicação. Propõe a noção de Indústria Cultural Algoritmizada (ICA) como chave analítica para compreender a reorganização contemporânea da produção simbólica. Conclui-se que os algoritmos intensificam os princípios clássicos da Indústria Cultural — padronização, pseudoindividualização e integração ideológica — com maior opacidade e capacidade de modulação individualizada dos afetos.