Abstract
A literatura sobre transformação digital no jornalismo tende a tratar seus efeitos de forma homogênea. Este artigo examina como condições socioprodutivas (faixa etária, porte da organização e tecnologias usadas) moldam as rotinas de 223 jornalistas brasileiros, com base nas formas de apropriação tecnológica. A Análise de Correspondência Múltipla e testes qui-quadrado identificaram três perfis (Conectados, Inovadores e Tradicionais), com distribuição assimétrica de produtividade e percepção de ansiedade entre eles (p < 0,05). Os resultados sugerem que condições socioprodutivas, mais do que as ferramentas em si, são moderadoras dos efeitos da transformação tecnológica nos perfis profissionais.