Abstract
A fotografia digital tem adquirido crescente importância na prática odontológica por contribuir para a documentação clínica, o planejamento de tratamentos e a comunicação, enquanto a expansão do uso de smartphones gera questionamentos quanto à sua capacidade de produzir registros comparáveis aos obtidos por equipamentos fotográficos profissionais. O objetivo deste estudo foi analisar, por meio de revisão de literatura, as diferenças, vantagens e limitações do uso de câmeras profissionais e smartphones na obtenção de imagens clínicas, considerando aspectos como precisão, fidelidade de cor, distorção, padronização e aplicabilidade. A pesquisa justifica pela necessidade de compreender em quais situações os dispositivos móveis podem constituir uma alternativa adequada e quando equipamentos profissionais permanecem mais indicados, contribuindo para escolhas técnicas mais seguras na prática clínica. Foi realizada uma revisão de literatura, de abordagem qualitativa e descritiva, com estudos publicados entre 2021 e 2026, pesquisados nas bases PubMed, SciELO, LILACS e Google Acadêmico, sendo os trabalhos selecionados analisados de forma narrativa. Os resultados demonstraram que as câmeras profissionais proporcionam maior controle sobre iluminação, exposição, foco, profundidade de campo e reprodução de cores, enquanto os smartphones apresentam vantagens relacionadas à acessibilidade, portabilidade, praticidade e rapidez, podendo produzir registros satisfatórios quando empregados com protocolos adequados. Os smartphones podem complementar e, em determinadas situações, atender às necessidades de documentação clínica, porém não substituem integralmente os equipamentos profissionais em aplicações que exigem elevada precisão, fidelidade cromática e padronização, sendo a escolha dependente da finalidade do registro e do domínio técnico do operador.