Abstract
As áreas verdes urbanas desempenham papel fundamental na promoção do equilíbrio social, ambiental e econômico das cidades, contribuindo para a melhoria da qualidade do ar, a redução das temperaturas, o conforto térmico, a conservação da biodiversidade e a valorização dos espaços de convivência. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo realizar uma análise quali-quantitativa da arborização existente na Praça Santa Sofia, localizada em Teresina, Piauí, bem como avaliar aspectos ecológicos e os principais serviços ambientais associados à vegetação presente no local. Para isso, foram observadas características relacionadas à composição florística, frequência das espécies, porte dos indivíduos, formato das copas, condições fitossanitárias e possíveis conflitos com a infraestrutura urbana. Como resultado, foram identificadas 7 famílias botânicas e 15 espécies, totalizando 51 indivíduos arbóreos. Entre as espécies registradas, destacou-se a Mangifera indica L., cuja frequência ultrapassou o limite recomendado para indivíduos de uma mesma espécie em áreas urbanas, evidenciando baixa diversidade relativa na composição da arborização. Verificou-se ainda que a maioria das árvores apresenta altura superior a 5 metros e copas predominantemente globosas, características que favorecem o sombreamento e o conforto térmico dos usuários da praça. Em relação às condições fitossanitárias, observou-se que alguns indivíduos apresentaram sinais de recuperação inadequada em decorrência de danos mecânicos associados, principalmente, à realização de podas incorretas. Também foram identificados conflitos entre a vegetação e os elementos construídos do entorno, especialmente copas em contato com telhados de estabelecimentos comerciais, situação que demonstra a necessidade de intervenções técnicas adequadas. Os resultados indicam que a arborização da Praça Santa Sofia é predominantemente composta por espécies exóticas, reforçando a importância de um planejamento arbóreo mais criterioso, com maior valorização de espécies nativas, diversidade florística e compatibilidade com a infraestrutura local. Conclui-se, portanto, que o manejo fitossanitário adequado, aliado ao planejamento e à manutenção periódica da arborização, é essencial para preservar a saúde das plantas, ampliar os serviços ecossistêmicos e qualificar o espaço urbano para a comunidade local de Teresina.