Abstract
O artigo investiga, a partir da narrativa de doze mulheres cis, sapatões e homens trans em cumprimento de pena na Penitenciária Feminina de Sant’Anna, conhecida como “Cadeia do Comando”, como operam os mecanismos do PCC. Analisa-se como procederes, debates, cobranças e oportunidades moldam o cotidiano e o cumprimento da pena. Conclui-se que, embora o PCC tenha passado a incorporar mulheres, a liderança permanece masculina e fundada em lógicas patriarcais, que regulam condutas, afetos, desejos e sexualidades no contexto prisional.