Abstract
Este artigo analisa como mulheres motoristas e passageiras de aplicativos de transporte privado elaboram estratégias para lidar com a insegurança urbana no Brasil, marcado por altas taxas de violência de gênero. A partir de entrevistas semiestruturadas, observa-se que tais plataformas digitais, embora gerem novas facilidades, também reforçam estigmas sobre lugares e pessoas, bem como alimentam uma desconfiança mútua entre usuárias e motoristas. Dessa forma, a mediação tecnológica dos apps cria novas formas de sociabilidade, mas também reproduz antigos dilemas sociais.