Abstract
Durante muito tempo “O que é Vida?” não era uma questão considerada de cunho científico e os motivos para tal eram os mais diversificados. Em geral, cientistas acreditavam não existir necessidade de conceituar vida para o desenvolvimento de suas pesquisas empíricas, considerando o reconhecimento de qualidade ou aspectos qualitativos como algo não científico. Além disso, existe um outro motivo histórico, este bem mais contundente, que estaria relacionado à própria dificuldade de conseguir um conceito universal de vida. De modo geral, entende-se o processo de compreensão de um objeto, como a formulação de uma definição para o mesmo. Este processo de definição emerge de uma relação estrutural complexa entre o conjunto de palavras e sua relação com seus significados e significantes, que surgem a partir do momento em que são conhecidas as possibilidades de relações entre eles e a epistéme. Dentre as diversas concepções e tentativas de se conceituar Vida, é possível destacar a Reducionista com seu caráter, tanto quanto mecanicista e com uma abordagem denominada bottom-up, enquanto a Holística ou Sistêmica com uma visão top-down. Embora o termo Vida não possua uma definição expressa em uma frase de modo elegante, geral, coerente e abrangente, tal como a descrição da Relatividade de Einstein. No futuro com uma maior compreensão da Natureza e das próprias condições do Universo, talvez venha ser possível se ter uma perspectiva epistêmica mais condizente com o significado e os saberes sobre “O que é Vida?”.
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