Abstract
O presente estudo investigou o impacto do IPO nos indicadores econômico-financeiros de quatro empresas privadas com sede no Ceará listadas na B3, considerando períodos anteriores e posteriores à abertura de capital. Os resultados revelaram que o IPO contribuiu para melhorias iniciais na liquidez e redução do endividamento, mas trouxe desafios significativos relacionados à rentabilidade, que apresentou queda em três das quatro empresas analisadas. Diferenças setoriais também foram evidentes: enquanto empresas do setor de saúde, como Hapvida e Pague Menos, consolidaram suas operações, Aeris Energy e Brisanet enfrentaram dificuldades para manter a estabilidade financeira no longo prazo. O estudo destaca a importância de uma gestão estratégica alinhada às necessidades de adaptação ao mercado de capitais. Conclui-se que, embora o IPO traga benefícios pontuais, ele não é garantia de melhoria contínua nos indicadores, exigindo monitoramento e ajustes constantes.