Abstract
Este artigo busca interrogar o papel da mediação de fotografias do acervo do Centro de Memória da Educação Física e do Esporte Capixaba, tomando como estudo de caso o projeto de extensão Memórias Impressas da Educação Física Capixaba. Com base no referencial conceitual de Roger Chartier sobre representações, práticas e apropriações, investiga a fotografia de arquivo como um objeto mediado para a circulação. O artigo estuda como as imagens atuam simultaneamente como registros probatórios e fontes de narrativas que transcendem suas funções administrativas iniciais. Ao integrar princípios de práxis arquivística com práticas de mediação cultural, principalmente exposições, a iniciativa pode ser entendida como forma de luta contra o confisco e ocultamento dos arquivos. Com isso, busca-se propor práticas de mediação cultural para o centro de memória estudado. Os resultados indicam que diferentes formas de mediação (documentária, arquivística, cultural e da informação) são fundamentais para dar visibilidade aos arquivos e incluir práticas marginalizadas (como a Capoeira), de modo abrir vias para a democracia cultural e ao resgate das práticas educativas no histórico do curso superior de educação física para demandas contemporâneas.