Abstract
Este artigo analisa como os silenciamentos históricos relacionados à população negra contribuíram para a construção de processos de invisibilidade no espaço escolar e discute as possibilidades oferecidas pela educação antirracista para o enfrentamento dessa realidade. Parte-se do entendimento de que a escola não apenas transmite conhecimentos, mas também participa da produção de memórias, identidades e formas de reconhecimento social. Metodologicamente, a pesquisa caracteriza-se como qualitativa, de natureza bibliográfica, fundamentada em autores que discutem relações étnico-raciais, colonialidade, identidade e currículo, com organização e interpretação dos dados por meio da análise de conteúdo proposta por Bardin (2016). Os resultados evidenciam que a invisibilidade negra não decorre exclusivamente da ausência de conteúdos sobre a população afro-brasileira, mas também da permanência de perspectivas históricas que limitaram o reconhecimento de suas contribuições para a formação da sociedade brasileira. Conclui-se que a educação antirracista representa um caminho relevante para a valorização das histórias negras, para a ampliação das referências culturais presentes no currículo e para o fortalecimento de práticas educativas comprometidas com a diversidade e a justiça social.