Abstract
Este artigo investiga a aplicação do Desenho Universal para Aprendizagem como estratégia metodológica para a inclusão de estudantes com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade nas aulas de Matemática da Educação Básica. O estudo parte da constatação de que a matriz curricular matemática tradicional, pautada em bases rígidas e lineares, impõe barreiras significativas para discentes que apresentam dificuldades na autorregulação, na memória operacional e na manutenção do foco prolongado. O objetivo central consiste em analisar como os princípios de flexibilização do Desenho Universal para Aprendizagem podem subsidiar a prática docente, superando as limitações dos métodos excludentes e promovendo a acessibilidade cognitiva. A abordagem teórica articula as características neurobiológicas do Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade com as diretrizes de planejamento pedagógico inclusivo, destacando a necessidade de múltiplas formas de engajamento, representação e expressão na rotina escolar. Os resultados apontam que a antecipação de barreiras e a diversificação das estratégias didáticas transformam o ambiente de ensino em um espaço equitativo. Conclui-se que a adoção sistemática desse referencial teórico metodológico é indispensável para garantir a permanência ativa e a aprendizagem significativa dos alunos com especificidades atencionais na rede regular de ensino.