Abstract
Este artigo examina o que quatro aproximações localizadas entre Ellen G. White e Lev S. Vigotski, lidas conjuntamente, permitem compreender sobre a formação da criança no plano pedagógico. A pesquisa é qualitativa, bibliográfica, interpretativa e comparativa. O corpus whiteano concentra-se em Orientação da criança e Educação; no polo vigotskiano, a obra de corte é Desenvolvimento mental das crianças no processo de aprendizagem coletiva: seleção de artigos, complementada por A construção do pensamento e da linguagem e História do desenvolvimento das funções mentais superiores. A análise preserva o estatuto próprio de cada relação: anterioridade da formação à escolarização com sustentação bilateral direta; abertura prospectiva explicitamente vigotskiana e apenas indiretamente apoiada em White por cautelas contra a uniformização; crítica temática a reduções específicas; e analogia funcional limitada entre autogoverno whiteano e domínio cultural da própria conduta em Vigotski. Lidas em conjunto, essas relações sustentam uma síntese de segunda ordem: ingresso escolar, desempenho presente, dimensão isolada e direção externa são marcos relevantes, mas insuficientes, considerados separadamente, para esgotar a compreensão pedagógica da formação infantil. A expressão criança em formação nomeia essa síntese como metalinguagem dos autores do artigo, preservando assimetrias, mecanismos, fundamentos normativos e finalidades. Conclui-se que as aproximações não formam uma teoria comum do desenvolvimento, mas autorizam uma interpretação pedagógica conjunta de alcance limitado.