Abstract
desvalorização, precarização e perda do caráter profissional do magistério. Por meio de revisão bibliográfica, articula-se uma visão crítica entre políticas públicas, contexto histórico e aspectos sociais da docência. Enfatiza-se como o avanço neoliberal, entre os séculos XX e XXI, impôs exigências de produtividade, eficiência e regulação, intensificando o desgaste do trabalho educativo. Paralelamente, aborda-se a feminização histórica da carreira e seus reflexos no baixo prestígio da profissão. Sustenta-se que a atividade docente carrega uma identidade socialmente associada ao feminino, cuja falta de reconhecimento reflete a divisão sexual do trabalho. Conclui-se que a fragmentação identitária dos professores resulta de uma relação estrutural entre aspectos culturais, sociais e econômicos, amplificada pelas diretrizes neoliberais.