Abstract
Este artigo tem como objetivo realizar uma análise teórica, com base em Karl Marx, sobre o debate da mudança da carga horária de trabalho máximo. A partir de um manifesto escrito por entidades patronais, criticando a redução da escala de trabalho de 6 dias de trabalho e 1 de descanso para a de 5 dias de trabalho e 2 de descanso, proporcionando uma redução de 44h para 40h semanais de trabalho, se busca conectar os argumentos das entidades com as categorias de Marx, essencialmente sua defesa da liberdade dos trabalhadores. A partir do espelhamento dos argumentos com os conceitos, conclui-se que as entidades reproduzem o mesmo movimento do capital, ampliando a ausência de proteção dos trabalhadores, cenário ideal para ampliar a extração de mais-valor.