Abstract
A pimenta-do-reino (Piper nigrum L.) tem importância econômica expressiva, sobretudo para as regiões produtoras e para o comércio exterior. Apesar dos benefícios do controle fitossanitário, o emprego inadequado de pesticidas pode deixar resíduos nos grãos, ampliar riscos à saúde e ao ambiente e dificultar o acesso a mercados mais exigentes. Com base em uma revisão integrativa, descritiva e qualitativa, este artigo reuniu estudos científicos, documentos técnicos e normas nacionais e internacionais sobre o tema. As evidências mostram que a ocorrência e a interpretação dos resíduos variam conforme as condições de aplicação, o intervalo de segurança, as etapas pós-colheita, o desempenho dos métodos analíticos e as exigências do mercado de destino. Técnicas multirresíduos baseadas em QuEChERS, associadas a GC-MS/MS ou LC-MS/MS, destacam-se na análise dessa matriz. Entre os principais referenciais regulatórios estão as monografias da Anvisa, o PARA, o Codex Alimentarius, o Regulamento (CE) nº 396/2005 e o 40 CFR Part 180. A segurança e a competitividade da pimenta-do-reino dependem, portanto, da adoção de Boas Práticas Agrícolas, manejo integrado, rastreabilidade, monitoramento validado e consulta contínua às normas vigentes.