Abstract
A formação de estudantes da área da saúde requer estratégias que articulem conhecimento técnico-científico, pensamento crítico, criatividade, colaboração e resolução de problemas reais. Este estudo teve como objetivo mapear as evidências disponíveis sobre a aplicabilidade do Design Thinking na formação de estudantes e profissionais da área da saúde. Trata-se de uma revisão de escopo, orientada pelas recomendações do Joanna Briggs Institute e apresentada conforme o PRISMA-ScR. A relevância deste estudo está relacionada à abrangência do tema e à necessidade de analisar como o Design Thinking vem sendo empregado em diferentes contextos da área da saúde. Busca-se, compreender as distintas modalidades de ensino e estratégias pedagógicas utilizadas, bem como suas contribuições para a formação e as possíveis lacunas ainda presentes em sua aplicação. As evidências mapeadas indicam aplicações do Design Thinking em medicina, enfermagem, odontologia, farmácia, saúde pública, residência médica, ensino híbrido e educação interprofissional. Os estudos relataram contribuições para inovação curricular, protagonismo discente, empatia, colaboração, desenvolvimento de competências e aproximação entre teoria e prática. Conclui-se que o Design Thinking apresenta aplicabilidade relevante no ensino em saúde, embora sua implementação dependa de planejamento pedagógico, capacitação docente, integração curricular e avaliação contínua das experiências.