Abstract
Este artigo analisa o uso do mito arturiano como instrumento de legitimação do poder régio na Inglaterra do século XII, com ênfase no reinado de Henrique II (1154 – 1189). A partir da Historia Regum Britanniae, de Geoffrey de Monmouth, examina-se a reconfiguração da figura de Arthur como modelo de realeza e sua apropriação pela dinastia Plantageneta. Argumenta-se que o mito foi mobilizado como recurso simbólico de autoridade e continuidade dinástica, em um contexto de instabilidade política e rivalidade com a monarquia francesa, envolvendo não apenas sua construção, mas também o controle de seus significados.