Abstract
A instrumentação distribuída em ambientes aquáticos enfrenta barreiras operacionais decorrentes da substituição periódica de baterias em locais remotos. Este estudo analisou o aproveitamento de conversores hidrocinéticos baseados em vibrações induzidas por vórtices (VIV) para o suprimento de nós sensores de baixa potência, realizando uma triagem de aplicabilidade em contextos brasileiros. O objetivo foi sintetizar condições experimentais de potência elétrica sob carga, confrontá-las com perfis de consumo e triar ambientes favoráveis a testes de bancada e de campo. Empregou-se revisão documental e bibliográfica estruturada aliada à síntese quantitativa descritiva de dados secundários rastreáveis, abrangendo 21 estudos primários e distinguindo estritamente fenômenos de VIV daqueles excitados por esteira (WIV). A síntese principal consolidou seis máximos experimentais VIV sob carga comprovada. O menor máximo entre as publicações foi 84,49 µW, a mediana dos pontos experimentais situou-se em 282,8 µW e o maior valor alcançou 2.500 µW (razão de 29,6 entre extremos). A comparação com pontos de operação em folhas de dados indicou compatibilidade potencial de ordem de grandeza com cargas de base de sensores (1 a 8 µW), mas não atestou a viabilidade ponta a ponta da cadeia integrada frente aos picos de transmissão de rádio (16 a 40 mW). Em razão da carência de dados hidráulicos locais nos relatórios institucionais brasileiros, a triagem nacional permaneceu qualitativa. Concluiu-se que canais e derivações de escoamento controlado constituem os cenários prioritários para o primeiro ensaio piloto devido ao controle de variáveis e facilidade operacional.