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Abstract
Introdução: O surgimento dos antibióticos foi um avanço no tratamento de doenças infecciosas, reduzindo a morbidade e mortalidade associadas às infecções bacterianas. No entanto, o uso indiscriminado desses medicamentos desencadeou resistência bacteriana, um problema que pode afetar negativamente a saúde pública mundial. Na prática clínica, o cirurgião-dentista utiliza antibióticos para tratar ou prevenir infecções. Nas exodontias são usados como medida profilática para evitar infecções como a endocardite bacteriana e disseminação local ou sistêmica da infecção. Nesse contexto, é necessário e fundamental que estudos sobre esta temática sejam desenvolvidos e aplicados na rotina clínica de cirurgiões dentistas, a fim de garantir que esses profissionais exerçam um uso criterioso e indispensável de antibióticos. É de suma importância que os cirurgiões-dentistas estejam adequadamente habilitados para prescrever esses agentes de forma apropriada, abstendo-se assim de recomendá-los indiscriminadamente. Objetivo: Revisar a literatura especializada sobre o uso de antibióticos para exodontia visando destacar indicações, contraindicações, dosagens, vantagens e desvantagens desta prática. Materiais e Métodos: Realizou-se uma revisão de literatura descritiva utilizando como base de dados PubMed, Google Acadêmico e BVS, utilizando combinações entre os descritores: “Antibiotics”; “Antimicrobial Resistance”; “Antibiotic Therapy In Tooth Extractions”. Foram considerados artigos predominantemente dos últimos dez anos, sendo estes revisões de literatura, relato de caso, revisões sistemáticas e meta-análises. A pesquisa foi feita com 40 artigos, sendo 29 selecionados. Conclusão: A remoção de fontes de infecção na cavidade oral e a manutenção da saúde periodontal, aliadas a técnica cirúrgica delicada, são elementos chaves para extrações dentárias sem complicações. Vale reforçar que extração de dente de forma habitual em pacientes com uma boa saúde sistêmica, não necessita de terapia antibiótica.