Abstract
Este artigo retoma, vinte e três anos depois, uma discussão iniciada em 2003 sobre tecnologia da informação na Contabilidade. A releitura partiu de uma pergunta simples: o que permaneceu daquela preocupação inicial e o que mudou quando a tecnologia deixou de ser apenas suporte ao registro e passou a participar do desenho dos processos, das decisões e da própria circulação do conhecimento? O estudo foi qualitativo, documental, bibliográfico e histórico-interpretativo. O artigo de 2003 constituiu o documento de partida e foi confrontado com literatura e documentos abertos publicados, sobretudo, entre 2019 e 2026. A análise mostrou uma passagem de sistemas voltados ao processamento e ao apoio gerencial para ecossistemas integrados, baseados em nuvem, automação, análise de dados e inteligência artificial. Na Contabilidade, isso redistribuiu tarefas e elevou a exigência de julgamento, validação e governança de dados. Na educação, tornou insuficiente ensinar apenas ferramentas. Na internacionalização, ampliou a cooperação cotidiana por meios digitais, sem eliminar desigualdades de infraestrutura, idioma e acesso. A principal conclusão é que a transformação observada não foi apenas tecnológica: ela alterou relações de trabalho, aprendizagem e produção científica.