Abstract
O brincar constitui experiência central na infância, mas sua articulação com o território camponês e com as contribuições da Neurociência ainda carece de aprofundamento teórico. Objetiva-se discutir de que maneira o brincar, articulado ao território e à mediação pedagógica, contribui para a aprendizagem e o desenvolvimento infantil na Educação Infantil do Campo. Para tanto, procede-se a uma revisão narrativa, de abordagem qualitativa e caráter exploratório, com levantamento de produções científicas publicadas entre 2017 e 2026, organizadas em três eixos: o brincar como experiência constitutiva da infância, as contribuições da Neurociência e as especificidades da Educação Infantil do Campo. Desse modo, observa-se que o brincar articula corpo, emoção, linguagem e interação, que a Neurociência qualifica a compreensão da aprendizagem sem substituir os saberes pedagógicos, e que o território configura dimensão constitutiva — e não mero cenário — da experiência lúdica camponesa, exigindo mediação docente intencional. O que permite concluir que pensar o brincar nesse contexto exige compromisso com a infância, mediação qualificada e reconhecimento da ludicidade como via legítima de formação integral das crianças do campo.