Abstract
A expansão urbana, considerada como o crescimento físico horizontal da cidade, tem causas e consequências, que precisam ser analisadas, em seus aspectos sociais, econômicos e ambientais. A sociedade atua sobre o espaço urbano, por meio dos usos e formas de consumi-lo, distribuindo-se conforme necessidades, atividades e valores. Resulta da complexa dinâmica entre agentes sociais como proprietários fundiários, promotores imobiliários e o Estado. Nessa luta entre interesses diversos, as cidades são construídas, equilibrando forças e distribuindo-se no espaço de formas diversas. A conversão de terras rurais em áreas urbanas, aliada à retenção especulativa de lotes produz vazios urbanos, encarece a terra e desloca as populações de menor renda para periferias desprovidas de serviços essenciais, aprofundando a segregação socioespacial. Conhecer um pouco dos fundamentos destes mecanismos, que movimentam e produzem a “urbe” é essencial para a análise da expansão urbana e para o conhecimento de possibilidades voltadas para a sustentabilidade das cidades. Neste estudo tem-se como objetivo, analisar a produção do espaço urbano a partir da atuação de seus agentes sociais, identificando as causas determinantes e as repercussões socioambientais da expansão urbana dispersa.