Abstract
Este capítulo discute a relação entre metodologias ativas e avaliação formativa na educação básica, partindo de uma incoerência frequente nas escolas: aulas reorganizadas em torno de projetos, problemas e trabalho em grupo continuam a ser avaliadas por uma prova final que só registra o resultado. A tese sustentada é que a metodologia ativa não se completa sem uma avaliação que acompanhe o processo, porque é a informação produzida durante a tarefa que permite ao professor ajustar o ensino e ao estudante saber o que fazer em seguida. O estudo é teórico, de natureza bibliográfica, e põe em diálogo a tradição da aprendizagem ativa, de Dewey e Freire às formulações atuais, com a literatura sobre avaliação formativa e feedback e com as orientações da LDB e da BNCC. O capítulo propõe um ciclo de cinco movimentos para a sala de aula — critérios combinados antes da tarefa, evidências recolhidas durante a aula, devolutiva orientada para o próximo passo, participação do estudante na avaliação e registro que chegue ao conselho de classe — e discute o que essa reorganização exige da formação docente. Conclui-se que a mudança na dinâmica da aprendizagem depende menos da técnica escolhida do que da coerência entre o modo de ensinar e o modo de avaliar.