Abstract
Introdução: A diluição-padrão da toxina botulínica é feita com solução salina 0,9%. Alguns
estudos mostram que diluída em lidocaína e epinefrina a toxina mantém sua função sem
comprometer a eficácia ou segurança.
Objetivo: Estabelecer se o efeito paralisante da toxina onabotulínica tipo A reconstituída em
anestésico (lidocaína a 2%) e agente vasoconstritor (epinefrina 1:50.000) é tão efetivo quanto
o da mesma toxina reconstituída em solução salina em 48 horas, uma semana, duas, quatro,12
e 24 semanas para o tratamento de linhas perioculares e comparar a tolerância à dor de uma
e outra possibilidade.
Métodos: 15 pacientes com rugas perioculares foram randomizadas para receber toxina
onabotulínica diluída em lidocaína com adrenalina ou diluída em solução salina e foram
reavaliadas em 48 horas, uma semana, duas, quatro, 12 e 24 semanas.
Resultados: Os dados indicam que não houve diferença na simetria e na durabilidade da
toxina botulínica, nem tampouco na dor durante a aplicação.
Conclusões: Não houve diferença estatisticamente significativa na frequência de paralisia
muscular periocular lateral e na simetria decorrente das aplicações de toxina botulínica reconstituída
em lidocaína com epinefrina ou em solução salina, resultado consistente com
estudos prévios.