Abstract
Introdução: Dermatomiosite juvenil (DMJ) é doença sistêmica que afeta a musculatura
proximal e a pele de crianças. A doença ulcerada é um desafio terapêutico.
Objetivo: Avaliar a melhora da doença ulcerada na DMJ, pelo uso de terapia celular.
Métodos: Realização de cocultura de fibroblastos e queratinócitos autólogos e aplicação
dessas células nas úlceras juntamente com cola de fibrina e colocação de membrana de
quitosana-alginato ou quitosana-xantana sobre as lesões.
Resultados: Menos de 12 horas após a terapia, o paciente referiu completa eliminação
da dor e, dentro de dois dias, estava presente tecido de cicatrização. Algumas das úlceras
estavam quase completamente cicatrizadas no final da primeira semana, e algumas das
calcinoses desapareceram. Essa técnica não cura a doença, mas melhora a qualidade de vida,
sendo possível criopreservar as células saudáveis do paciente para tratar novas lesões. Sendo
as células de origem autóloga, elimina-se o risco de rejeição. Além disso, esse procedimento
não necessita de debridamento das lesões nem hospitalização.
Conclusões: A aplicação de culturas autólogas de fibroblastos e queratinócitos em
úlceras já é considerada tratamento efetivo em pacientes com queimaduras e outras feridas
cutâneas e, agora mostrou-se também eficaz no tratamento de feridas na DMJ.