Abstract
Introdução: No Brasil, o câncer da pele é a neoplasia de maior incidência, e o melanoma,
o de maior letalidade.
Objetivos: Analisar a tendência temporal da mortalidade por melanoma no Brasil entre
2000 e 2016.
Métodos: Estudo ecológico de séries temporais envolvendo todos os óbitos por melanoma
no Brasil, entre 2000 e 2016. Foram analisadas as taxas de mortalidade bruta, ajustadas
pela população brasileira e pela população mundial. Para a análise, utilizou-se o modelo de
regressão por pontos de inflexão, com significância de 5%.
Resultados: No período, registraram-se 22.963 óbitos por melanoma no Brasil, com tendência
crescente na taxa bruta de mortalidade (2,6%), ajustada pela população brasileira
(0,6%) e pela população mundial (0,5%). No Sudeste, observou-se tendência estacionária,
nas taxas bruta e ajustada pela população brasileira, e tendência decrescente na taxa pela
população mundial. As taxas bruta de mortalidade (77,77%; n=21); ajustada pela população
brasileira (59,25%; n=16); e pela população mundial (55,55%; n=15) apresentaram tendência
de crescimento. Apenas São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram tendência decrescente na
taxa de mortalidade ajustada pela população brasileira e pela população mundial.
Conclusões: O estudo mostrou o crescimento da mortalidade por melanoma no Brasil.
Politicas devem ser implementadas para favorecer o diagnóstico precoce e o tratamento
oportuno.