Abstract
Introdução: O lentigo maligno é um subtipo de melanoma in situ que acomete áreas de
intenso dano solar. Na face, ele pode ter aspecto clínico e dermatoscópico semelhante a
diversas lesões pigmentadas benignas. O diagnóstico diferencial entre elas é fundamental
para abordagem terapêutica adequada e deve, preferencialmente, ser feito pela análise histopatológica.
A biópsia excisional é o padrão ouro, porém em lesões grandes, irressecáveis
ou em locais de difícil abordagem ela pode gerar grande prejuízo estético e funcional.
Nesses casos, a biópsia por saucerização parece ser uma alternativa segura e fidedigna.
Objetivo: Descrever a técnica adequada da saucerização, discutir seus resultados e suas
indicações na rotina ambulatorial do dermatologista.
Métodos: Foram selecionados 16 pacientes com suspeita de lentigo maligno na face e
no couro cabeludo. Os critérios de inclusão foram idade maior que 18 anos, ausência de
diagnóstico e tratamentos prévios, lesões planas, maiores que 8mm e com sinais clínicos e
dermatoscópicos sugestivos. A abordagem realizada foi biópsia por saucerização.
Resultados: O diagnóstico de lentigo maligno foi confirmado em 25% dos casos, e a
ampliação de margens apresentou resultado compatível em 100% deles.
Conclusões: A biópsia por saucerização parece ser uma alternativa adequada para lesões
planas sem evidências clínicas e dermatoscópicas de crescimento vertical.