Abstract
Introdução e objetivo: a Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele, promovida pela
SBD, é um evento anual de conscientização da população sobre diagnóstico precoce e prevenção dessa
doença. Considerando o perfil dos participantes, em grande parte idosos, e seu caráter educativo, é válido
identificar a proporção de pessoas com possível prejuízo cognitivo, de modo a aprimorar as informações
transmitidas.
Métodos: neste estudo, realizamos triagem cognitiva em participantes da Campanha de 2018 usando
escore 10-point cognitive screener, incluindo indivíduos ≥ 60 anos. Foram excluídos pacientes com
dificuldades comunicativas e não anuentes.
Resultados: foram entrevistados 66 participantes com idade mediana de 68 anos (p25-p75:63-73),
sendo 42 (64%) do sexo feminino. Desses, 24 (36%) possuíam ensino fundamental incompleto e 13
(20%) apresentavam doença neurológica ou psiquiátrica. O escore cognitivo 10-CS bruto e corrigido
pela escolaridade apresentou mediana de 8 (6-9). Apresentavam escores ajustados menores que oito
25 entrevistados (38%), indicando déficit cognitivo possível, e seis (9%) apresentaram déficit cognitivo
provável. Tal prejuízo cognitivo associou-se a antecedentes neurológicos e baixa escolaridade.
Conclusões: apesar de abranger todas as idades, a Campanha prioriza populações de risco, incluindo
idosos. Assim, as informações e a didática dessas campanhas devem adequar-se ao perfil dos ouvintes.