Abstract
O artigo examina o anarcocapitalismo e suas implicações para a educação pública, tomando como eixo a defesa da redução ou eliminação da atuação estatal na oferta, no financiamento e na regulação educacional. O objetivo é analisar de que modo princípios associados à primazia do mercado, à propriedade privada e à recusa da tributação compulsória tensionam a concepção da educação como direito social e responsabilidade pública. Desenvolveu-se pesquisa bibliográfica e documental, de abordagem qualitativa, com fontes acadêmicas e institucionais publicadas entre 1999 e 2026. A síntese identificou três núcleos recorrentes: questionamento do ensino público e obrigatório, deslocamento do financiamento para mecanismos privados ou orientados pela demanda e ampliação de formas de privatização da gestão, da oferta e do currículo. Conclui-se que o conflito central não se limita à eficiência administrativa, mas envolve concepções distintas sobre Estado, direito à educação, igualdade de acesso e destinação do fundo público.