Abstract
Este artigo relata a experiência da CASSI, operadora de autogestão de abrangência nacional, na construção de um modelo assistencial centrado na Atenção Primária à Saúde (APS). A partir de uma trajetória iniciada no final dos anos 1990 e sistematizada com a adoção da Estratégia Saúde da Família em 2006, descreve-se o investimento contínuo em serviços próprios, equipes multiprofissionais, protocolos clínicos e linhas de cuidado, telessaúde, matriciamento de especialistas e uso sistemático de dados para estratificação de risco e avaliação em saúde. Dados institucionais de janeiro de 2026 apontam menor despesa assistencial per capita e menor utilização de serviços de emergência entre os beneficiários acompanhados pela APS. Conclui-se que tornar-se referência em APS não decorre do pioneirismo, mas de uma decisão institucional renovada todos os dias, sustentada por investimento em pessoas, estrutura, conhecimento e tecnologia.