Abstract
A automedicação, prática comum em diversas sociedades, consiste no uso de medicamentos sem orientação médica. Essa conduta, apesar de parecer inofensiva, representa um sério problema de saúde pública, com consequências que vão além do indivíduo, afetando sistemas de saúde e comunidades inteiras. Este trabalho tem como objetivo analisar como a educação em saúde pode ser utilizada de forma eficaz para combater a automedicação, considerando os determinantes sociais da saúde, o papel da indústria farmacêutica e a perspectiva dos profissionais de saúde. Para isso, foi realizado uma revisão integrativa da literatura através das bases de dados PubMed, SciELO, Scopus e Google Scholar. Os critérios de inclusão definidos foram: tipo de estudo, estudos publicados em inglês e português, estudos publicados nos últimos 10 anos, população-alvo (adultos) e foco do estudo. Os critérios de exclusão incluíram: estudos duplicados, revisões narrativas ou opiniões pessoais, estudos com metodologias inadequadas ou que não apresentem dados empíricos e estudos que não abordem diretamente o tema da automedicação ou educação em saúde. Os resultados da pesquisa demonstraram que a automedicação é um fenômeno complexo, influenciado por diversos fatores sociais e culturais. A falta de acesso a serviços de saúde de qualidade, a desinformação e a influência da indústria farmacêutica são alguns dos principais motivadores. Por outro lado, a educação em saúde emerge como uma ferramenta poderosa para combater essa prática, ao fornecer informações precisas e promover a busca por orientação médica.