Abstract
A hipotermia é caracterizada segundo o Ministério da Saúde como valores abaixo de 36,5ºC, sendo associada a desfechos desfavoráveis na saúde e bem-estar dos neonatos. Objetivo: Descrever os preditores de risco para o desenvolvimento de hipotermia em recém-nascidos hospitalizados na unidade de terapia intensiva neonatal: Metodologia Trata-se de uma revisão integrativa da literatura realizada nos materiais indexados na BVS: MEDLINE, LILACS, BDENF, WPRIM e IBECS, utilizando os DeCS em cruzamento com o operador booleano AND e OR, da seguinte forma: Unidades de Terapia Intensiva Neonatal AND Hipotermia AND Fatores de Risco OR Prevenção, Critérios de inclusão: Os critérios de inclusão: artigos originais e completos publicados entre janeiro de 2014 a julho de 2024, no idioma, inglês, português e espanhol. Critérios de exclusão: artigos do tipo revisão de literatura, teses, dissertações e monografias, sendo selecionado nove estudos para compor essa revisão. Resultados e Discussão: Evidenciou-se vários preditores de risco associados à hipotermia no recém-nascido, neonatos de baixo peso, sendo o risco aumentado exponencialmente conforme o peso diminuía, prematuridade, atraso na amamentação, contato pele a pele inadequado, complicações obstétricas e condições de parto, como estações frias, problemas de amamentação e complicações como sepse. Ademais, intubação, Apgar baixo e a falta de contato pele a pele também foram preditores significativos relacionados a hipotermia. Conclusão: Portanto, vários fatores de riscos foram associados à hipotermia no recém-nascido, sejam relacionados a ambiência, ao neonato ou a gestante, fazendo-se necessário, a implementação de medidas profiláticas pela equipe assistencial.